top of page

Depressão pós-parto: uma ameaça para mãe e o bebê

6 de dez. de 2019
2 min de leitura

Atualizado: 24 de mai. de 2021

Temos que ter uma consciência coletiva para combatermos no Brasil a depressão pós-parto


No Brasil a depressão pós-parto atinge 20% da população, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença exige tratamento especializado através de profissionais da área de saúde mental como psiquiatras, psicólogos e psicanalistas. Para destacar melhor o assunto entrevistamos a assistente social, Gláucia Silva, e Wanessa Galdino que teve depressão pós-parto.


A assistente social Gláucia atende mães acometidas desses transtornos dentro do projeto Transformar, que funciona em Caruaru. Esse espaço existe desde 2011, e é mantido através de doações e eventos. Segundo Gláucia, a paciente que é diagnosticada com depressão pós-parto normalmente apresenta cuidados excessivos com o bebê. “Tudo que é normal no início dos primeiros dias de vida vira motivo de preocupação, de desespero, como por exemplo: o umbigo inflamado ou a pele do bebê descamando. Uma mãe que não apresenta a depressão pós-parto encara isso naturalmente. As mães com esses sintomas chegam ao extremo da rejeição ao bebê sem ter afeto algum, e não conseguem amamentar”, pontua a assistente social.


As principais causas que levam uma mãe a desenvolver esse sintoma é uma predisposição existente anteriormente que pode desencadear na gestação. Para Gláucia geralmente durante o pré-natal a paciente já apresenta um certo receio ou medo com a responsabilidade de ser mãe e a mudança com o corpo. E acrescenta, “ela também nos esclarece que não existe um tipo de perfil de mães que são acometidas da depressão pós-parto. Acontece com qualquer mulher sem distinção de nível social.”


A família da mãe diagnosticada com a depressão pós-parto tem importância fundamental nesse processo de recuperação. De acordo com a assistente social, a família tem que ter toda atenção com a mãe e o bebê. Já no que diz respeito ao papel da sociedade para conscientizar as mães para esse alerta da depressão não existe uma campanha específica para esse problema, não se fala da depressão pós-parto isolada. E afirma que é fundamental uma campanha voltada para a depressão pós-parto. “Os profissionais como psicólogos, psiquiatras e obstetras deveriam trabalhar em conjunto desde a gestação (pré-natal) da paciente, oferecendo palestras voltadas para esse assunto deixando elas esclarecidas e conscientes”, completou.


Relato de uma mãe que passou por esses transtornos. Como ela enfrentou a depressão pós-parto?


Wanessa Galdino, 34 anos, mãe de uma criança de 4 anos passou por esse processo doloroso da depressão pós-parto. Wanessa pontuou que não foi fácil encarar todos os transtornos que a depressão pós-parto trouxe para sua vida. Diagnosticada com uma tristeza e angústia profunda logo que saiu da sala de parto, sem querer ter contato com a bebê, sempre tinha pensamentos de morte relacionada com sua filha e uma vontade de bater na criança quando ela chorava. Foi quando buscou ajuda de profissionais como psiquiatra e psicólogo, após medicação e terapia durante dois anos, ela se recuperou. Ela também teve o apoio do seu companheiro para o alívio e a cura da depressão.


Hoje Wanessa se sente melhor, pois foi bem assistida pelos profissionais que a acompanharam durante o período da depressão. Ela aconselha a todas as mães que passam por esse processo que busquem ajuda com os profissionais, “isso é de extrema importância para o alívio dos sintomas”, conclui.

 
 
 

Comentários


Post: Blog2_Post
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn

©2019 por Gadugi. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page