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DEPRESSÃO EM MORADORES DE RUA

6 de dez. de 2019
2 min de leitura

Atualizado: 24 de mai. de 2021

Prefeitura de Caruaru desenvolve políticas públicas visando diminuir o número da população de rua.


A Casa de Acolhimento Institucional, que faz parte da Prefeitura de Caruaru, recebe em média cerca de 30 pessoas. Dentre aquelas que são atendidas durante o dia e também as que buscam o serviço apenas na parte da noite. Mensalmente, o espaço realiza entre 30 a 40 novos cadastros, além daqueles que já utilizam o serviço. Segundo a Coordenadora do Acolhimento institucional para Adultos e Família em Situação de Rua, Ana Cláudia Santos, o período junino é o que mais tem movimento durante todo ano, tendo em vista o aquecimento da economia local e também o aumento no número de turistas.


O assistente social, Manoel Ventura, comentou que os perfis dessas pessoas são diversos. Mas, a pesquisa tem apontado que a maioria são homens entre 20 e 30 anos, que acabam ocupando as ruas por conflito familiar gerado pelo uso de drogas, sendo o crack o mais comum. Grande parte dessas pessoas que tem cadastro não são naturais de Caruaru vieram de outros estados em busca de oportunidades na cidade e acabaram ficando, porque não tem condições de voltar para o município de origem. Ainda segundo Manoel Ventura, é feito um levantamento com os que chegam pela primeira vez no equipamento, com os dados e as informações que os usuários desse espaço desejam e tem para fornecer. Em seguida, é analisado se há necessidade do usuário ser conduzido ou não para a modalidade integral. Caso não precise, só será atendido nos serviços oferecidos na parte da noite.


De acordo com a coordenadora da Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Nayara Leite, cerca de 15 pessoas regressam mensalmente. “É importante também destacar a equipe técnica que faz parte do acolhimento, a gente tem dois assistentes sociais, uma psicóloga e uma coordenação que fica no acolhimento, dentro do acolhimento. E a gente tem um técnico que fica no momento da transição do pernoite, que vai chegar pra fazer exatamente esse momento de ouvir, de fazer as fichas, de pegar os dados e dar os encaminhamentos necessários”, destacou Nayara. A coordenadora Ana Cláudia conclui dizendo que “quando o serviço recebe um usuário ou um morador de rua que apresenta transtornos mentais, a demanda é encaminhada para a saúde, seja para um CAPS AD, CAPS transtorno. Existe uma parceria com a Secretaria de Saúde”.


O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) funciona no bairro Boa Vista II, e após a sua reforma a expectativa é de atender 450 pessoas por mês. O espaço oferece grupo-terapia, escuta individual, grupos de movimento, consultas psiquiátricas entre outros serviços. Atualmente o município tem dois CAPS, sendo um voltado para atenção a crise de pacientes com transtorno mental, e o outro voltado para transtornos decorrentes de uso abusivo de álcool e outras drogas.


De acordo com a regulação em Saúde de Caruaru o CAPS realizou, em 2018, cerca de 12.500 atendimentos na cidade, o que representa 4,16% da população caruaruense.

 
 
 

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